Nunca tive problemas
com drogas
ou com bebidas
sempre adorei todas elas
ainda adoro.
meu problema é com a as pessoas
com todas elas
bem,
nem
todas.
há raras exceções,
sabe aquele tipo de pessoas
que a gente se sente bem só de estar perto?
Pois então, não sou eu.
Mas gosto de gente assim,
eles é que não gostam de mim,
ninguém gosta eu acho,
mas também não faço questão.
Pois mesmo eles não gostando de mim,
alguém sempre liga para ver se ainda estou vivo.
e isto é que importa,
estar vivo,
e ter ao menos duas garrafas na cômoda.
-R. Bukson
Amante da Subliteratura, amante da chuva e das mulheres, mero observador da vida. blogbuks@gmail.com
quinta-feira, 31 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
Um dia
Dez horas da noite
como se fosse um toque de recolher
as pessoas entram para suas casas
e apagam as luzes
e eu aqui
andando o mais rápido que posso
para ser mais um dentro de minha casa
a neblina fria quase congela meus dedos
que também quase não movo dentro
dos bolsos do meu casaco preto.
Não se vê uma viva alma por essas ruas a esta hora
e quando aparece alguém a umas três quadras de distância,
a primeira coisa que me vem a cabeça é dar meia volta e sair correndo.
Quem dera um dia andar por essas ruas tranquilamente.
talvez essa situação seja culpa minha
ou de todos nós.
Acho que todos somos parte disso.
hoje em dia
Ainda prefiro ler um bom livro
a sentar-me no sofá e olhar um filme babaca
Ainda prefiro o tocar dar páginas
ao simples olhar a trama em uma ou duas horas
Ainda prefiro o cheiro dos velhos livros
a estupidez das novelas modernas
Ainda prefiro as mulheres
a essa pornografia barata que as crianças assistem
Ainda prefiro um bom trago e umas boas tragadas no enrolado fumo seco
a essa droga horrível que os jovens costumam fumar,
se vangloriando e ouvindo seu reggae anos 2000
Prefiro escrever esses poemas
a olhar suas máscaras
falsas
que já deviam ter caído.
a ilusão da vida que as pessoas criam
e a falsa felicidade que o dinheiro anda comprando.
a sentar-me no sofá e olhar um filme babaca
Ainda prefiro o tocar dar páginas
ao simples olhar a trama em uma ou duas horas
Ainda prefiro o cheiro dos velhos livros
a estupidez das novelas modernas
Ainda prefiro as mulheres
a essa pornografia barata que as crianças assistem
Ainda prefiro um bom trago e umas boas tragadas no enrolado fumo seco
a essa droga horrível que os jovens costumam fumar,
se vangloriando e ouvindo seu reggae anos 2000
Prefiro escrever esses poemas
a olhar suas máscaras
falsas
que já deviam ter caído.
a ilusão da vida que as pessoas criam
e a falsa felicidade que o dinheiro anda comprando.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
No meu canto
Não costumo ler o livro até o final
passo para a próxima faixa do cd assim que o solo começa
me sinto entediado assim que sento nessa cadeira velha
esse claro ecrã na minha frente quase sempre me dá náuseas.
o velho "Buk" esperava pela morte como uma velha amiga
esperava "como um gato que vai pular na cama"
bebia sozinho e acendia dezenas de cigarros aos 70.
E eu aqui
esperando um milagre,
um milagre não,
esperando que um míssil me atinja
pra me livrar logo dessa vida pacata.
olho para cima,
há uma escada,
uma válvula de escape.
mas há também um espinho,
o mesmo espinho que já veio a furar meus dedos.
não tenho coragem de tocá-lo novamente.
não mesmo.
acho que vou apodrecer aqui.
enquanto isso,
sento,
e continuo sentadom
sem fazer nada,
a espera de mim mesmo.
-R. Bukson
passo para a próxima faixa do cd assim que o solo começa
me sinto entediado assim que sento nessa cadeira velha
esse claro ecrã na minha frente quase sempre me dá náuseas.
o velho "Buk" esperava pela morte como uma velha amiga
esperava "como um gato que vai pular na cama"
bebia sozinho e acendia dezenas de cigarros aos 70.
E eu aqui
esperando um milagre,
um milagre não,
esperando que um míssil me atinja
pra me livrar logo dessa vida pacata.
olho para cima,
há uma escada,
uma válvula de escape.
mas há também um espinho,
o mesmo espinho que já veio a furar meus dedos.
não tenho coragem de tocá-lo novamente.
não mesmo.
acho que vou apodrecer aqui.
enquanto isso,
sento,
e continuo sentadom
sem fazer nada,
a espera de mim mesmo.
-R. Bukson
Morbidez
Cá estou, mórbido
não um obeso mórbido,
só mórbido.
imóvel
estático
Morbidez é a rainha
e a palavra que define minha vida.
relacionamento mórbido,
não anda
nem para frente
nem para traz
e eu vejo a vida passar
diante dos meus olhos
enquanto coço meu saco
e vejo minha barriga crescer.
vejo as amigas de escola
de minha namorada
indo à universidade
a festas
como putas de um bordel barato
meus velhos companheiros
enchendo a cara
e usurpando as amigas dela
como putas de um bordel barato
eu quero sair
deste abismo
mas não consigo me mover
talvez
não tenha coragem
talvez
esteja acomodado
móbido
inútil
sujo
preguiçoso
e
mórbido.
aqui eu sento
aqui eu bebo
envelheço
e escuto as bobagens que ela diz
concordo com tudo
porque estou mórbido.
a vida corre
e eu aqui
parado esperando
esperando por nada.
esperando por mim,
por uma atitude,
por um ato de coragem
ou talvez
eu apenas esteja cansado
e tenha virado um
velho ranzinga
chato
e mórbido.
- R. Bukson
-A vida vista pelos meus olhos.
Bukson? devido minha paixão desde cedo pelo realismo e crueza dos contos do velho Bukowski.
Amante dos escoceses e apreciador de garrafas inteiras de vinho. vejo a vida passar diante dos meus olhos,
vejo meus antigos amigos levando suas vidas ao extremo devido a ganância, porcos filhos da puta.
Amante dos escoceses e apreciador de garrafas inteiras de vinho. vejo a vida passar diante dos meus olhos,
vejo meus antigos amigos levando suas vidas ao extremo devido a ganância, porcos filhos da puta.
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