terça-feira, 22 de julho de 2014

Um dia

Dez horas da noite
como se fosse um toque de recolher
as pessoas entram para suas casas
e apagam as luzes
e eu aqui
andando o mais rápido que posso
para ser mais um dentro de minha casa
a neblina fria quase congela meus dedos
que também quase não movo dentro
dos bolsos do meu casaco preto.
Não se vê uma viva alma por essas ruas a esta hora
e quando aparece alguém a umas três quadras de distância,
a primeira coisa que me vem a cabeça é dar meia volta e sair correndo.
Quem dera um dia andar por essas ruas tranquilamente.
talvez essa situação seja culpa minha
ou de todos nós.
Acho que todos somos parte disso.

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